sábado, 18 de agosto de 2018

Abordagem Integrada da Mente (AIM)





Qual a fronteira entre o corpo e a mente? 
Ao nos depararmos com essa questão, logo buscamos colocar corpo e mente lado a lado e associar que função cabe a cada um deles. Só depois de analisarmos suas diferenças é que vamos ao “x” da questão: a fronteira. Estranhamente, é muito difícil para nós, que somos programados culturalmente para separar, organizar, dividir e encaixotar, visualizarmos essa divisória. Afinal, ao mesmo tempo que o corpo parece indicar aquilo que é material, tangível; a mente, que é da ordem do imaterial, do abstrato, comanda ações físicas no corpo, bem como o corpo, ao ser estimulado, altera a percepção metafísica da mente. 
Talvez não possamos realmente perceber essa linha fronteiriça enquanto habitantes da nossa forma humana, entretanto, podemos ter certeza de uma coisa: existe entre o corpo e a mente um canal de comunicação muito eficaz. Esse fato não é novidade para ninguém. Todos nós já sentimos isso na pele das mais diversas formas: desde pensar em mexer o braço para fazê-lo ou chorar por um machucado, até sentir um aperto de ansiedade, um calor de raiva, uma dor de amor, uma dor de raiva, um calor de amor. Contudo, em meio a tantos avanços científicos os quais comprovam associações entre emoções negativas exacerbadas e doenças no corpo físico, ainda não sabemos exatamente o que fazer com essas emoções quando elas nos invadem. Procuramos nos defender delas, falar pouco ou até demais sobre elas, racionalizá-las, procurar meios de afogá-las em meio à rotina de trabalho e estudo, com medicamentos, hobbies, drogas... Cada um tem seu modo de reagir, cada modo tem suas vantagens, alguns nos beneficiam, outros menos, outros nos levam ao fundo, poucos são os que nos trazem à consciência o motivo da dor.
Entre tantas possibilidades da área da saúde que buscam ajudar as pessoas a lidar com essas emoções, a técnica de Abordagem Integrada da Mente (AIM), desenvolvida pelo médico psiquiatra, neurocientista e escritor Dr. Diogo Lara, surge como mais um instrumento. Essa abordagem terapêutica, que une conceitos de técnicas de processamento de memórias, narrativa e meditação, convida o paciente a mergulhar na origem dos suas emoções e sensações usando a ponte da sensação corporal da memória para dentro da mente. A partir disso, com a presença e ajuda do terapeuta, o paciente pode reprocessar, ou seja, reinterpretar e ressignificar suas mágoas, dramas ou seus traumas. Tal vivência muda o olhar sobre os sentimentos e eventos que os causaram, permitindo autoacolhimento e conexão com a consciência. A AIM, como tem sido conhecida, “se baseia no princípio de que a personalidade, autoestima e padrões de comportamento são profundamente influenciados pelas memórias implícitas formadas ao longo da vida”, conforme aponta Lara. Um dos méritos da técnica é valorizar a função e a importância do corpo como testemunha dos acontecimentos do passado, testemunha detentora de uma sabedoria herdada de milhões de anos de evolução junto à natureza, enquanto nosso cérebro primata, do raciocínio e da linguagem, embora esperto, não passa de um ingênuo recém-chegado. 


Agende um horário!
Contato: (55) 99608-5701


Texto de Gabriel Mesquita. 


Bibliografia consultada:

http://www.diogolara.com.br/

2 comentários:

  1. Sensacional essa ferramenta. Fiz o curso com Diogo Lara e amei. Expandiu muito.

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  2. Sensacional essa ferramenta. Fiz o curso com Diogo Lara e amei. Expandiu muito.

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