“Um maior número de pessoas
comete suicídio anualmente do que as que morrem em todos os conflitos mundiais
combinados”. Essa afirmação consta em um material da Organização Mundial da Saúde
sobre prevenção do suicídio (abaixo listado). Uma rápida busca na internet
basta para confirmar isso, porém, você não acha estranho que se fale tão pouco
no assunto suicídio em comparação com conflitos armados? Deveríamos,
proporcionalmente, falar aproximadamente dez vezes mais sobre suicídio ao redor
do mundo do que sobre mortes por conflitos armados se fôssemos tomar por
parâmetro o número de vítimas de cada um desses problemas. No entanto, temos enraizado
na sociedade um tabu. Quase ninguém fala sobre, quase ninguém divulga, quase ninguém
pergunta, pesquisa, conhece, sabe, ouve sobre suicídio. Por que? E deveríamos
falar mais a respeito?
São
inúmeros fatores os que nos impedem de abordar o tema, seja por medo, delicadeza,
por pena das vítimas, educação, tristeza, até orientação religiosa e razões
históricas. São várias as boas e más razões para tanto, porém, quando se trata
de salvar vidas, prevenir que alguém próximo a nós (ou até nós mesmos) tire a
própria vida, é necessário tocar, sim, no assunto.
Não devemos menosprezar o
sofrimento das pessoas ou desacreditá-las. Se alguém dá sinais de desesperança,
ou até mesmo fala em se matar, precisamos acolher essa pessoa com um diálogo paciente
e livre de preconceitos, centrado na pessoa, em um lugar calmo e que favoreça o
compartilhamento. Precisamos nos certificar de que ela entenda que pode e deve
buscar ajuda tanto com as pessoas mais próximas quanto junto a profissionais da
área da saúde e, caso a pessoa tenha os meios e a intenção de tirar a própria
vida ainda assim, é ideal que não fique desacompanhada até que outras
providências sejam tomadas. Até porque, estatisticamente falando, aqueles que
falam em se suicidar são justamente os que mais o fazem, muitas vezes percebendo
a repulsa com que as pessoas os tratam ao mencionar o fato, dizendo que é algo
absurdo de se pensar, que não é lógico, que a pessoa não tem o direito, que é
pecado, entre outros. Quando ocorrem tais interações negativas, pessoas com
ideações suicidas podem acabar vendo as últimas portas da esperança se fecharem:
as portas do diálogo.
Reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém é o primeiro passo para a prevenção do suicídio. Fique atento ao comportamento de isolamento excessivo (por exemplo: evitando atender a telefonemas, ficando demasiado em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, especialmente aquelas que costumava ou gostava de fazer); ao uso de frases como "quero desaparecer", "vou deixar vocês em paz", "eu queria dormir e poder nunca mais acordar", "é inútil fazer algo para mudar, eu só quero me matar"; se a pessoa passou por eventos estressores ou traumas recentes. Esses, entre outros, são possíveis indicativos de alerta para risco de suicídio. É importante, portanto sabermos que o pensamento suicida, apesar de relativamente comum, não é normal e tem solução.
Reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém é o primeiro passo para a prevenção do suicídio. Fique atento ao comportamento de isolamento excessivo (por exemplo: evitando atender a telefonemas, ficando demasiado em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, especialmente aquelas que costumava ou gostava de fazer); ao uso de frases como "quero desaparecer", "vou deixar vocês em paz", "eu queria dormir e poder nunca mais acordar", "é inútil fazer algo para mudar, eu só quero me matar"; se a pessoa passou por eventos estressores ou traumas recentes. Esses, entre outros, são possíveis indicativos de alerta para risco de suicídio. É importante, portanto sabermos que o pensamento suicida, apesar de relativamente comum, não é normal e tem solução.
PARA AJUDA IMEDIATA:
Centro de Valorização da Vida: Quero Conversar
“Mesmo que você não tem certeza de que precisa de
nossa ajuda, não tenha receios em entrar em contato com a gente. Um de nossos
voluntários estará à sua disposição.”
Fontes que valem a pena conferir:
“O que posso fazer para ajudar quem pensa em suicídio?”
Link
para o texto: https://www.cvv.org.br/blog/o-que-posso-fazer-para-ajudar-quem-pensa-em-suicidio/
Para saber sobre o Setembro
Amarelo:
“O
movimento Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, iniciado em
2015, visa sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão. Visite www.setembroamarelo.org.br.”
Material da OMS:
PREVENÇÃO DO SUICÍDIO: Um recurso
para conselheiros
Texto por Gabriel Mesquita
Terapeuta do Núcleo Terapêutico Rosa Cristal.
Terapeuta do Núcleo Terapêutico Rosa Cristal.
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário